Sumindo, sumindo como as nuvens quando o sol aparece, e tentar fugir torna-se inevitável, e assim que a dor da falta te consome, só parece mais longe. E tentar contar o tempo de forma cronológica já não adianta mais, palavras são vagas, não preenchem vazios, é como se as arrancando de mim, viessem acompanhadas por um punhal de amargura que insiste em consumir-me. E não há cura, é como um poço cavado no peito com uma colher, vagarosamente, cujo cada lagrima derramada, cada grito de pavor fossem interpretados como simples conflitos existenciais, é como tentar curar câncer com analgésico, estancar hemorragia com band-aid. O tempo não cura, o tempo tira, ele destrói, e não há porque lutar contra isso, é o inevitável, o futuro, a realidade, é a exatidão acompanhada do medo de acertar ou então a insegurança acompanhada do pânico de errar, é como viver.
3 comentários:
bróder, supér esqueci o meu login e senha pra comentar aqui. hehe.
enfim: SINTO-ME TRAÍDA
brinxley, já disse, dois poetas...
adorei a parte das comparações. tá?
não consigo lamber mais o seu cu me sentindo TRAÍDA como estou... hehe
eu estava pensando em uma exploração bio-social com revestimento neuroquímico. Quase isso.
sabe jessica.
esse texto é muito visual.
ele me fez imaginiar uma nobre garota adolescente em sua vranada fumando seu ultimo cigarro da noite olhando para a lua e verborragindo em um papel de caderno arrancado.
gosto disso.
sabe parabens mesmo acho que tens o perfil de otimos escritores, e deves ter um gosto apuradop leitura.
continue assim.
beijos
Postar um comentário